quarta-feira, 20 de novembro de 2013

ANÁLISE DA HISTÓRIA "MENINO POTI"



O livro “Menino Poti” de Ana Maria Machado e Claudius 16ª edição da Editora Salamandra, relata a história do encontro do menino Poti com um bebê-macaco.
Toda a história é narrada através de períodos simples. A autora descreve como é Poti, onde ele vive e um pouco de sua rotina, “O menino Poti vai de canoa pela mata. A canoa leva o pote. O pote leva muita banana.” É importante notar como o texto é trabalhado com a inserção de alterações (Poti / pote) e assonâncias (canoa / banana), repetindo um sentido enfático de musicalidade quase “alfabetizante”.
A história é simples e relata a forma como Poti lida com o macaquinho, que, ao se assustar com o menino, acaba por machucar seu pé num toco de árvore. O indiozinho coloca o macaco em sua canoa e o leva para sua taba, tratando-o com carinho e não se importando com o fato de o animalzinho ter comido todas as suas bananas. Também o pai do garoto ajuda-o a cuidar do pequeno macaco, trazendo-lhe mais bananas. Por fim, a autora encerra mostrando o pai, o menino Poti e o bebê-macaco juntos a noite como uma família, apreciando a lua.
Ana Maria Machado consegue por meio de sua obra transmitir ao leitor aspectos da cultura indígena, mais especificamente a sua relação com os animais e a natureza.  O cuidado demonstrado por Poti e seu pai com o macaquinho reflete o respeito desprendido por parte dos indígenas aos animais. A reação do garoto diante da atitude do macaco comer suas bananas poderia ter sido contrária, zangando-se com o animal e deixando-o sozinho e ferido, porém acolheu-o com amor.
O meio ambiente e a sobrevivência do índio estão diretamente ligadas, pois esse depende da preservação daquele. Suas técnicas de cultivo e manejo da terra sagram as características básicas das áreas manejadas, não comprometendo seus ecossistemas. Sua forma de vida guarda uma grande proximidade com a natureza e o meio ambiente, visto que esse possibilita a reprodução da vida nas comunidades indígenas.
Ante o exposto, pode-se notar a ligação que Ana Maria Machado passa ao leitor mirim sobre a bela relação entre índios e animais. Com sua linguagem voltada às crianças, ela consegue alcançar o público com êxito e transmitir sua mensagem com clareza.