segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Polêmica Lobato/CNE: Ponto de Vista dos Movimentos de Negritude

  Cultne registrou com imagens de Filó Filho, durante o programa Atualidades da Rádio MEC, que debateu sobre a polêmica em torno do parecer n°.15/2010 do Conselho Nacional de Educação, o depoimento de algumas lideranças dos movimentos de negritude. Veja abaixo:

Depoimento de Carlos Alberto Medeiros, coordenador da CEPPIR/RJ
Coordenadoria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Rio de Janeiro .


Depoimento da professora Ana Gomes, do Fórum Permanente de
Mulheres Negras Cristãs 
e coordenadora pedagógica da Escola Municipal
Alberto Rangel (Cidade de Deus, Rio de Janeiro/RJ).
 

  O parecer trata do uso em sala de aula - ensino básico - o livro " Caçadas de Pedrinho" de Monteiro Lobato. No dia 1º de setembro de 2010 o CNE aprovou por unanimidade o parecer. Em novembro matérias veiculadas pela imprensa acusaram o parecer de promover a censura do livro, o que não consta do texto original.
 
  O Parecer CNE/CEB n°.15/2010 (aguardando homologação pelo Ministério de Educação), relatado por Nilma Lino Gomes, cujo assunto "orientações para que a Secretaria de Educação do Distrito Federal se abstenha de utilizar material que não se coadune com as políticas públicas para uma educação antirracista" foi originado em 30 de junho de 2010, por uma denúncia de autoria do Sr. Antônio Gomes da Costa Neto, mestrando da UNB cujos estudos concentram-se na área de Gênero, Raça/Etnia e Juventude, na linha de pesquisa em Educação das Relações Raciais. (Fonte do texto e do vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FeJ6mMyCy3E) .

Prof. Marciano Lopes

A Polêmica Lobato/CNE (com pitadas poéticas)

Sabedoria do Politicamente Correto 
  (ou o caso Lobato/CNE à moda de oswald) :



O Conselho Nacional de Educação adverte:
:

Quaisquer ironias
sobre os princípios religiosos
quaisquer conceitos
mais ou menos avançados
sobre o Deus da nossa fé
re
        puta
                       -se  
de falta grave
contra todo o trabalho educacional !!!

(poema: Marciano Lopes, 31/10/2011)

  Fiz o poema acima recortando (ou sampleando, poder-se-ia dizer) trecho do Parecer do Conselho Nacional de Educação sobre a presença de racismo na obra Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. Li o trecho em valioso artigo* de Alaor Barbosa (citado pelo GT6), que rememora os mandos e desmandos históricos sobre a pessoa e a obra do criador do Sítio do Pica-Pau Amarelo e da (saudosa) Editora Brasiliense, grande espírito empreendedor que popularizou o livro (passou a vendê-lo em bancas de revistas) e encabeçou, nos idos anos 40, a campanha “O petróleo é nosso” (se hoje fosse, o slogan seria “O pré-sal é nosso!”), transformada em matéria literária no famoso livro O poço do Visconde e encampada como bandeira de luta da UNE.

      Outro artigo de indispensável leitura, além do já citado texto de Alaor Barbosa, é Preconceito e intolerância em Caçadas de Pedrinho - a polêmica Lobato/Conselho Nacional de Educação, de Marisa Lajolo.

postado por: Prof. Marciano Lopes


Nota:

* “Monteiro Lobato e Tia Nastácia e a tradicional e poderosa e sempre renascente censura literária no Brasil”. Disponível em: http://migre.me/5XgEo.

Daniel Munduruku Estreia Coluna em Revista Digital

 
  O escritor indígena Daniel Munduruku iniciou neste mês de outubro sua nova coluna na Revista Digital Emília. Criada a partir da iniciativa de um grupo de profissionais ligados à área editorial, interessados em promover, por meio democrático, a prática de leitura de textos literários em crianças e jovens, além disso, busca oferecer  um meio de discussão e reflexão sobre questões ligadas a literatura infanto-juvenil.
 
  Em sua primeira publicação, Daniel Munduruku escreveu sobre a língua como técnica para a transformação da memória ancestral em identidade. Segundo o autor, os povos indígenas são detentores de conhecimentos ancestrais, no entanto suas tradições eram passadas por meio da fala, palavra e oralidade, obrigando as novas gerações a por em ação a memória. Sendo assim, discute que  a memória dos povos indígenas dominados abriga repertórios que serão atualizados com novos acontecimentos, pois  possibilitará novos sentidos, abrigando novos elementos que serão repetidos em um movimento cíclico ao longo da história.  
 
  Munduruku, por fim, observa que o papel da literatura indígena é ser portadora da boa notícia do (re)encontro entre essa memória ancestral,  negada pelos povos invasores e a memória ancestral 'atualizada'.
 
  Nesse contexto, portanto, o autor utiliza de mecanismos diversos para prender a atenção do leitor, um deles é a presença de um  pequeno poema para finalizar seu texto, nos deixando instigados a ler as próximas publicações.
Ficaremos atentos!
________________________
Para a leitura completa da coluna de Munduruku e da Revista Emília seguem os links abaixo: Coluna de Daniel Munduruku / Revista Emilia

( Foto retirada de : http://flipzona.wordpress.com/2011/07/08/um-pouco-sobre-daniel-munduruku-e-heloisa-prieto/ - acesso em 31/10/11)


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

domingo, 30 de outubro de 2011

Cecília Meireles


“Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta”

“Esta menina
Tão pequenina
“Quer ser bailarina”





       Provavelmente, em algum “instante” de nossa vida escolar, quando “pequeninos” ou não, por “motivos” meramente escolares ou porque acreditávamos (e/ou ainda acreditamos) na beleza dos sonhos de sermos “bailarinos” de nossas vidas (mesmo tão pequeninos diante da imensidão do mundo), pudemos ter tido contato com esses famosos versos, que de tão harmônicos e melódicos, remete-nos, sem margem de dúvida, a uma poeta que soube muito bem materializar em linguagem poética, aquilo que muitas vezes só pode ser depreendido, sentido, vivido, por meio de experiências concretas.

Dados Biográficos

Cecília Meireles nasceu no dia 07 de novembro de 1901 e faleceu no dia 9 de novembro de  1964. Órfã de pai e de mãe muito cedo, foi criada pela avó.
 
Darcy Damasceno (2003), em uma nota biográfica sobre Meireles, expõe que a poetiza tem uma boa recordação da infância e que, como aprendeu a lidar com a morte desde cedo, foi desenvolvendo os sentimentos que permeiam as principais teses diluídas em seus poemas, como a transitoriedade da vida. Damasceno apresenta um fragmento de entrevista de Cecília no qual a poetiza enfatiza sentimentos oriundos da infância que a acompanharam durante toda a vida, configurando-se como uma das principais temáticas de sua obra:
“Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: o silêncio e solidão. Essa foi sempre a área da minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo de seu mecanismo, e as bonecas o jogo de seu olhar”. 
Com apenas 18 anos, em 1919, Meireles publica seu livro “Espectros”, considerado pela Crítica Literária, como simbolista.
 
Professora, participava diretamente dos assuntos relacionados à educação. Escrevia uma coluna semanal no Jornal Diário de Notícia, discutindo os problemas do ensino. A paixão pela educação fez com que Cecília criasse a primeira biblioteca infantil, no Rio de Janeiro, em 1934, além de escrever livros didáticos e literários para criança.
 
Em 1939, publica “Viagem”, provavelmente, um dos seus trabalhos mais reconhecido, tendo, por isso, também recebido alguns prêmios, inclusive, da Academia Brasileira de Letras.  
 
Destaca-se, ainda, que, enquanto professora, dedicava-se a estudar a cultura e o folclore brasileiro, ministrando palestras e cursos em diversos países sobre essa temática.
 
No ano de sua morte, em 1964, publica “Ou isto ou aquilo”, livro de poesia infantil que obteve reconhecimento por tratar de modo criativo e instigante temas vividos na infância.
               
 
A contribuição de Cecília Meireles para a Literatura Infantil

       Meireles não se destaca como uma escritora consagrada de literatura infantil, “apenas”, por ter publicado livros para esse público específico, mas, sim, por se preocupar (papel que se sempre desempenhou enquanto educadora), na formação pessoal de cada criança, na qual os valores culturais, dentre eles, a  literatura exerce um valor fundamental:
Se considerarmos que muitas crianças, ainda hoje, têm na infância o melhor tempo disponível da sua vida; que talvez nunca mais possam ter a liberdade de uma leitura desinteressada, compreenderemos a importância de bem aproveitar essa oportunidade. Se a criança, desde cedo fosse posta em contato com obras-primas, é possível que sua formação se processasse de modo mais perfeito. (MEIRELES, 1979, p. 96, apud, MACHADO; MELO, 2007, p. 05-06).

Essa preocupação ficou expressa nos ensaios e textos teóricos que Cecília Meireles escreveu a respeito do tema, dentre eles, destaca-se o livro Problemas da Literatura Infantil, datado de 1951.
 
     Machado; Melo (2007), discorrendo sobre as características da boa literatura educativa, subsidiam-se no livro Problemas de Literatura infantil, apresentando as principais ideias de Meireles a respeito do que é escrever para criança e de como deve ser essa literatura. Dentre os principais pontos expostos, destaca-se o valor da história, “da fábula” a ser escrita – nesse aspecto, nota-se uma crítica ao caráter essencialmente (e, talvez, somente,) utilitário que as primeiras obras destinadas ao público infantil continham; a importância da ilustração, bem como o resgate da literatura oral são também aspectos que devem ser cuidadosamente articulados ao se produzir um texto literário.
 
    A nosso ver, além das características já descritas, destaca-se em Meireles o reconhecimento da literatura enquanto obra de arte, perpassada, essencialmente, pelo valor estético e, sendo assim, mesmo que o cuidado na adequação ao público infantil exista, não é o fator mais importante e não se sobrepõe ao caráter literário, independente se literatura infantil ou não!

[...] Costuma-se classificar como Literatura Infantil o que para elas (crianças) se escreve. Seria mais acertado, talvez, assim classificar  que elas lêem com utilidade e prazer. Não haveria, pois, uma Literatura Infantil “a priori”, mas “a posteriori”. (MEIRELES, 1979, p. 19) [...] em lugar de se classificar e julgar o livro infantil como habitualmente se faz, pelo critério comum da opinião dos adultos, mais acertado parece submetê-lo ao uso – não estou dizendo a crítica – da criança, que, afinal, sendo a pessoa diretamente interessada por essa leitura, manifestará pela sua preferência, se ela satisfaz ou não. Pode até acontecer que a criança, entre um livro escrito especialmente para ela e outro que o não foi, venha a preferir o segundo. (MEIRELES, 1979, p.27). (In: MELO; MACHADO, 2007, p. 06)

Referências

MEIRELES, Cecília. Flor de poemas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003. Nota editorial Darcy Damasceno. 
 
MÉLO, Cristiane Silva ; MACHADO, Maria Cristina Gomes . As contribuições de Cecília Meireles para a leitura e a literatura infantil. In: 16 Congresso de Leitura do Brasil - No mundo há muitas armadilhas: é preciso quebrá-las, 2007, Campinas. Anais do 16 Congresso de Leitura do Brasil - No mundo há muitas armadilhas e é preciso quebrá-las. Campinas : UNICAMP. Universidade de Campinas, 2007. v. 1. p. 1-11.  Disponível em  http://alb.com.br/arquivo-morto/edicoes_anteriores/anais16/sem08pdf/sm08ss04_02.pdf
 
KIKUTI, Sheila da Guia Schneider. Um estudo da obra poética de Cecília Meireles dedicada à infância.  Olho d’água, São José do Rio Preto, 1 (1): 17-28, 2009. Disponível em
http://www.olhodagua.ibilce.unesp.br/index.php/Olhodagua/article/view/3/2


Vídeos:

          Nos vídeos abaixo, você pode conferir o programa "De lá pra Cá", da Tv Brasil, sobre Cecília Meireles, apresentado por Ancelmo Gois e Vera Barroso.

 
 

Grupo 6: Autores Consagrados da Literatura Infanto-Juvenil

Literatura Infanto-Juvenil, Autores Clássicos e Cinema

O período de 14 a 24 é uma das fases da vida que a leitura se faz mais presente. Pesquisas afirmam que mais de 70% dos livros lidos pelos jovens é indicado pela escola. Mas será que a leitura assim dá prazer?
Jovens dizem que ler o que gosta é uma forma de alimentar o gosto pela leitura. Na preferência deles, o mundo da fantasia é um atrativo tanto para a compra de livros quanto para a visita às telas de cinema.
A reportagem que segue, foi grava pela TV Câmara em setembro de 2011 pela repórter Vera Morgado, e trás como tema de discussão "Literatura infanto-juvenil, autores clássicos e cinema".


REFERÊNCIA
Literatura infanto-juvenil, autores clássicos e cinema. 
Acesso em 05 de novembro de 2011.

Grupo 2: Literatura Juvenil

“Histórias Que Eu Ouvi e Gosto de Contar”

Obra original: MUNDURUKU, Daniel; Ilustrações, CAMPOS, Rosinha. “Histórias que eu ouvi e gosto de contar”. São Paulo. Callis, 2004 Resenhado por Jéssica Fernanda de Oliveira Silva.

  Daniel Munduruku é índio da nação Munduruku, formado em Filosofia pela UNISAL–Lorena, já trabalhou com crianças carentes, lecionou em escolas públicas e particulares, atuou no cinema e em comerciais pra tevê. Também escreveu premiados livros pra crianças e jovens, entre eles Coisas de índio, pela editora Callis e O segredo da chuva, pela Ática. Além disso, é diretor- presidente do Instituto Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), atualmente vive em São Paulo e é casado com Tania Mara e tem três filhos.

  Com tantos pontos a favor, Daniel é um dos mais conhecidos e se não mais importante escritor indígena. Sendo assim, nasceu mais um livro de Munduruku: “Histórias que eu ouvi e gosto de contar”, em que o autor busca recontar as histórias reais que ouviu, tanto de familiares quanto de amigos, sobre os mitos e crenças que permeiam a vida indígena até hoje. Para tanto, em um capítulo intitulado “Umas palavrinhas soltas”, o escritor explica ao seu leitor o que o levou a escrever esse livro, levando-o a perceber que esse resgate de cultura é de extrema importância para índios e, principalmente, para todo o povo brasileiro, que muitas vezes criticou e desacreditou nas tradições milenares do povo indígena. Assim, para dar um ar ainda mais verdadeiro em suas narrativas, ele intercala o mito contado por gerações e o mito vivido por algum indígena que são apresentados em quatro narrativas.
 
  Matinta Perera é a primeira história que o professor apresenta, é uma narrativa antiga contada por sua avó, a qual uma criatura muito poderosa sempre estava disposta a fazer maldade com quem a desobedecia, normalmente aparecia em noites sem lua e produzindo um estrondoso grito que assustava a todos, nessas ocasiões era preciso correr pra casa e quando ela chegasse, precisavam apenas dar o que pedia, nessas ocasiões pedia apenas fumo. Para dar mais credibilidade a sua história, o autor relata em seguida o que sua irmã viveu com a Matinta Perera, um caso muito parecido com o narrado por sua avó e que fez Daniel acreditar ainda mais nos espíritos da floresta. O Boto Tucuxi é a segunda narrativa contada pelo artista, essa ele ouviu do amigo Ely que mora em Manaus e estudou com Daniel na universidade. Essa história consiste na transformação do Boto Tucuxi em homem e vice-versa. Ely relatou que presenciou a cena de transformação do Boto em uma noite de grande festa numa cidade pequena. Uma bela moça, por quem Ely se encantou, estava à espera de seu namorado Boto, esse por sua vez apareceu, dançou a noite toda com a garota e ao amanhecer foi embora, isso tudo acompanhado pelo olhar atento dele. Ao final, o protagonista admite estar acreditando ainda mais na magia da Mãe- Terra.
 
  A terceira história traz o mito do “O Vira- Porco”, uma narrativa que Munduruku ouviu de seu amigo Ozias da tribo Satarê- Mawé que fala de um homem que virava porco em noites de lua cheia. Ozias conta que muitos não acreditavam na história, pois ninguém havia presenciado a transformação, no entanto ele e seus amigos puderam provar que se tratava de uma história real. Relata que houve um baile na cidade e ele e seus amigos se aventuraram a ir, depois de muito dançarem resolveram ir embora e durante a caminhada perceberam que algo estava seguindo-os. Em um ato desesperado correram para o barco que haviam deixado na beira do rio, mas o curumim Aroldo cansou e ficou para trás, os outros dois apenas sentiram a falta do garoto quando chegaram ao barco, nesse momento decidiram voltar para procurar o menino. Entretanto, Amarildo, um dos amigos, não aguentou tanta apreensão e disse que voltaria para o barco; Ozias conseguiu encontrar o pequeno que lhe fez um sinal apontando para a criatura, ele a seguiu com os olhos e percebeu que ele estava de olho em Amarildo. Nesse momento, montam um plano pra despistar o monstro e salvarem suas vidas, o plano dá certo e eles acabam conseguindo fugir, deixando para trás o corpo do vira- porco ferido. O amigo narra ainda que, no dia seguinte, apareceu um homem com uma flecha enterrada no abdome e que depois de medicado nunca mais foi visto.
 
  Por fim, o autor apresenta a história “A mulher do cemitério”, essa contada por outro amigo chamado Khitaulu, mas em português é conhecido como René. Ele narra que certo dia saiu acompanhado de seu filho pra trabalharem na roça, depois de um determinado tempo pararam para tomar um lanche e René resolveu ir se refrescar em um rio que corria próximo a sua lavoura. Durante o trajeto escutou uma voz de mulher vinda do mato e resolveu ver o que era, porém, cada vez mais se afastava de onde estava e sem que percebesse caminhou por longas horas. Chegando a lugar desconhecido se deparou com uma mulher muito clara que chegava a irradiar luz; a mulher a travessou o corpo de René e lhe disse que ele só teria sua liberdade depois de enterrá-la em uma cova individual, ele apenas precisaria achar um colar de dentes de macaco que estava no pescoço dela. Ele procurou por horas, revirando todas as covas, até que conseguiu encontrar e separou o corpo da mulher dos demais. A mulher lhe agradeceu e lhe contou sua história. René conta que, não se sabe como, foi encontrado a vinte quilômetros de seu roçado e como tudo tinha acontecido ninguém sabia. Alguns saíram para procurar o tal lugar, entretanto nada foi encontrado.
 
  Diante do exposto, podemos perceber que o livro de Munduruku é envolvente e cheia de mistérios, deixa o leitor curioso sobre o que acontecerá com os personagens durante a história, levando- nos a um ponto de tensão que não se espera de uma narrativa infantil. Outro ponto interessante é a intertextualidade existente, se é que podemos chamar de intertexto, pois muitas dessas narrativas conhecemos de outra maneira, pelo que chamamos e conhecemos por folclore, termo que Daniel considera uma forma mascarada de manter viva a tradição, pois muita gente não entende a diversidade que existe no mundo e, principalmente, em um país tão rico culturalmente como o Brasil. Assim, é de extrema importância que nós futuros professores de Língua Portuguesa levemos para sala de aula as narrativas indígenas, porque precisamos criar em nossos alunos senso crítico e conhecimento de outras culturas, despertando- os pra um mundo diversificado e cheio de bons escritores.


Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Brincando Com as Palavras

Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.

Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.

As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.

Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

José Paulo Paes





A poesia de José Paulo Paes abre o livro Poesia Infantil – o abraço mágico, escrito por Eloí Elisabet Bocheco, fazendo uso da metalinguagem para  definir a poesia. Neste livro a autora discute sobre a relação existente entre a criança frente ao mundo encantador da literatura, em especial a poesia infantil. Para isso, Bocheco utiliza suas experiências como educadora dos primeiros anos do ensino fundamental e expõe algumas opiniões de seus alunos sobre poesias que foram trabalhadas em sala de aula. Dessa forma, o livro constitui-se também por inúmeras poesias interpretadas.
Ao observar o título do livro, percebemos que a autora defende a importância do abraço mágico da poesia com a criança, uma vez que estabelecido esse elo é garantido que a poesia esteja presente em sua vida e também em suas leituras do mundo.
Abaixo retiramos um trecho do livro como forma de exemplificar a escrita poética que dá musicalidade ao texto e faz com que os leitores sintam “a invenção da linguagem como estado de arte”.
As crianças sentem que na poesia as palavras dizem mais, dizem diferente; na poesia as palavras brincam de roda e, ao rodar, emitem faíscas, cintilam, “banhadas por uma luz antiqüíssima e ao mesmo tempo acabadas de nascer”.
Referência: BOCHECO, Eloí Elisabet. Poesia Infantil: o abraço mágico. Chapecó: Argos, 2002.


Grupo 3: Poesia Infantil

domingo, 23 de outubro de 2011

O fantástico mistério de "Feiurinha"

 
  A obra de Pedro Bandeira, refere-se aos contos de fadas, e responde a uma das frequentes perguntas dos céticos de plantão: O que teria acontecido com as princesas depois do almejado “final feliz”? Continuariam elas felizes? Onde e como estariam vivendo? “O fantástico mistério de feiurinha” traz a resposta por meio de uma narrativa peculiar.

  Nesta história, uma princesa dos contos de fadas desaparece e as demais se deparam com a possível extinção da sonhada felicidade eterna. Tudo isso porque a princesa Feiurinha, cunhada da Branca de Neve, desapareceu, e com ela sua história - que não era escrita e nem falada como as demais histórias. Sua passagem no mundo havia sido esquecida, apagada subitamente no tempo e espaço. Afoitas em resolverem tal situação, as princesas Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve Encantado, Cinderela Encantado, Rosa Encantado Della Moura, Bela Adormecida Encantado e Rapunzel Encantado, agora já grávidas, encontram um autor para escrever e investigar a história da princesa sumida. Elas descobrem o tal “mistério” e o autor perpetua a história por  meio da escrita, para que Feirinha retorne ao seu meio, e seja lembrada, salvando o reino das princesas.  


Grupo 4 - Contos de fada na atualidade


Prêmio Jabuti 2011: Literatura Juvenil


O livro "Antes de Virar Gigante e outras histórias" de Marina Colasanti, foi ganhador da 53ª edição do Prêmio Jabuti de Literatura Juvenil, divulgado em 17 de novembro, junto a outras 29 categorias. A obra, que também é título de uma poesia da autora, faz parte da coleção "Para Gostar de Ler - Júnior" da Editora Ática e traz crônicas, contos, poesias e trechos de livros selecionados como fonte de auxílio para a passagem do leitor infantil, para a fase adulta. Confira os finalistas da categoria: http://migre.me/5YPBq.


O Jabuti
 
"Criado em 1958, o Jabuti é o mais tradicional prêmio do livro no Brasil. O maior diferencial em relação a outros prêmios de literatura é a sua abrangência: o Jabuti não valoriza apenas os escritores, mas destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro. As 21 categorias do Jabuti 2010 contemplam não só estilos – Romance, Contos e Crônicas, Poesia, Reportagem, Biografia e Livro Infantil – mas também a Tradução, a Ilustração, a Capa e o Projeto Gráfico". (Mais...). O prêmio é criação da Câmara Brasileira de Livros e já está na 53ª edição. O primeiro lugar de cada categoria (de 1 a 29) recebe o troféu do Prêmio Jabuti, além de prêmio em dinheiro no valor bruto de R$ 3 mil.
 
 
Você pode conferir os finalistas e vencedores de cada categoria e conhecer mais sobre o prêmio através do seguinte endereço eletrônico:  www.cbl.org.br/jabuti. As edições anteriores também podem ser acessadas no site da premiação.


Grupo 2: Literatura Juvenil

sábado, 22 de outubro de 2011

Mundo da Criança

  O mundo da criança é considerado um mundo de imaginação infinita, no qual tudo é possível. Visto que a literatura proporciona à criança essa experiência através da leitura, é nas séries iniciais que o gosto por poesias, ou literatura em geral, acontece de forma intensa e encantadora aos olhos desse público, sendo muitas vezes a infância decisiva para a formação de um leitor.
  O compositor e músico Toquinho, muito conhecido por suas parcerias com outros cantores e poetas, apresenta inúmeras canções que retratam o universo infantil. Entre os trabalhos realizados temos o projeto do DVD Toquinho no Mundo da Criança, composto por sete animações: Aquarela, O Pato, A casa, A bicicleta, Errar é Humano, O caderno e Mundo da Criança. As ilustrações e a musicalidade podem não só estimular o interesse da criança para o conhecimento dessa arte como também servir de motivação para o conhecimento de outras poesias, já que esses componentes - ilustração e musicalidade - podem ser construídos a partir da leitura, compreensão e interpretação de poesias num momento de mediação professor-texto-aluno em sala de aula.  
  Ao utilizar esta animação como uma forma de introduzir o conteúdo de poesia infantil, acredita-se que o professor poderá ressaltar as características composicionais de uma poesia salientando a sua musicalidade e o estímulo à imaginação sem que haja necessidade de que a criança ouça uma poesia como canção para imaginá-la musical.


  Abaixo é apresentado um vídeo com uma das canções, Mundo da Criança, a qual é utilizada para nomear o DVD:


  O link a seguir dá acesso a um artigo cujo estudo trata dos sons do poema na formação do leitor. O artigo ressalta a importância do ritmo e da musicalidade na poesia infantil e ainda apresenta como exemplo o poema "A menininha" de Caparelli: http://migre.me/5YODT.

Grupo 3: Poesia Infantil

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Iarandu, o cão falante

  Olívio Jekupé é um escritor pertencente ao tronco tupi-guarani. Além disso, ele tem realizado palestras em diversos estados do país, e também na Itália, e ministra cursos em que aborda a importância da literatura escrita pelo índio, entre outros temas, como a importância das escolas nas aldeias. O escritor paranaense de contos, poesias e romances mora na aldeia Krukutu, Parelheiros (SP) e algumas de suas obras são: Verá o contador de história, Iarandu o cão falante, Xerekó arandu a morte de kretã, Arandu ymanguaré, O saci verdadeiro, Itália e Literatura escrita pelos povos indígenas.
 
  Iarandu, o cão falante têm um enredo muito interessante, pois conta a história de um pequeno índio guarani, Popyguá, que ganha um cão e lhe dá o nome de Iarandu. Um dia, ao chegar da escola,o menino ouve uma voz que pergunta como foi a aula e se surpreende ao perceber que a voz é de seu cão. A partir disso, o menino tem que guardar esse segredo e a magia da amizade entre os dois toma conta do livro. 
 
  Diferente de outros livros de literatura infantil indígena, essa obra de Olívio Jekupé traz elementos da cultura indígena mais atuais, como a aldeia que fica próxima a cidade e por isso não possui tanto espaço para o pequeno guarani brincar com seu cão e o cotidiano do criança da aldeia que também apresenta o ambiente escolar.  
 
  A leitura do livro é realmente uma viagem e atesta a afirmação que Daniel Muduruku, outro grande escritor indígena, faz na introdução do mesmo livro "Olívio faz o sonho virar realidade e nos mostra que podemos e devemos estar atentos para os mistérios que a vida pode nos proporcionar."



REFERÊNCIA
 
JEKUPÉ, Olivio. Iarandu, o cão falante. Ed. Peiropolis. São Paulo: 2002. Disponível em: http://oliviojekupe.blogspot.com/

Grupo 1: Literatura Infantil Indígena

domingo, 16 de outubro de 2011

O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias


  Com ilustrações e poemas do conhecido e excêntrico cineasta Tim Burton, o livro "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias" é destinado - mas não limitado - ao público infanto-juvenil, que se surpreenderá com histórias metafóricas de estranhos personagens, que entretanto, são muito mais reais do que parecem ser.   
  "Neste livro, em que as ilustrações evocam a doçura e a tragédia da vida, Burton apresenta uma galeria de personagens infantis muito peculiares. Incompreendidos e desajustados, eles lutam para encontrar amor e aceitação em um mundo cruel. São desesperançados e infelizes heróis que nos lembram o lado negro que há em todos nós". (Márcio Suzuki)


  O livro foi escrito há mais de 10 anos e há pouco tempo foi publicado no Brasil, estando agora em sua 3ª Edição. As imagens abaixo fazem parte da obra e podem ser ampliadas ao clicar. Boa leitura!



  Algumas animações inspiradas nas produções de Tim Burton podem ser encontradas pela web, temos como exemplo o vídeo "Sam", dirigido pela equipe de produção Yama do "Centro Universitário UNA" tendo como base o poema "O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra" que dá nome a obra do autor. 


Imagens extraídas do Colecta.blog: http://migre.me/5WswU
Editora Girafinha: http://migre.me/5Wtex

Grupo 2: Literatura Juvenil

Monteiro Lobato & Racismo

É indiscutível a importância do escritor brasileiro Monteiro Lobato, pois suas obras infanto-juvenis foram/são de grande valor na literatura. Todavia, em 2010, o livro Caçadas de Pedrinho provocou uma discussão polêmica: Monteiro Lobato era racista? Evidências apontavam que sim. Eis o excerto mais impactante cujo conteúdo demonstraria tal posição, de acordo com informações divulgadas pela imprensa brasileira e pelo CNE: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou [na árvore], que nem uma macaca de carvão.” 



Para apimentar a questão, a revista Bravo! retomou em sua capa da edição de maio do ano corrente tal assunto e divulgou trechos de algumas cartas inéditas do escritor cujos conteúdos são reveladores nesse sentido, e os quais reforçam a pertinência dessa discussão: fica explícito na reportagem que Monteiro Lobato não era apenas racista, mas também admirava ideologias - hoje fortemente condenadas, ao menos no discurso social -, tais como a teoria eugenista (teoria genética/biológica da pureza racial) e a Ku Klux Klan (nome de várias organizações racistas norte-americanas que defendem a superioridade e a hegemonia branca). Abaixo são apresentados alguns trechos das cartas referidas, Lobato enviava-as aos  seus amigos os quais compactuavam da mesma opinião:

País de mestiços, onde branco não tem força para organizar uma Ku-Klux-Klan [sic], é país perdido para altos destinos. [...] Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa de ordem, que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca – mulatinho fazendo jogo de galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva. (carta enviada a Arthur Neiva em 10/4/1928)

Mas que feio material humano formiga entre tanta pedra velha! A massa popular é positivamente um resíduo, um detrito biológico. Já a elite que brota como uma flor desse esterco tem todas as finuras cortesãs das raças bem amadurecidas. (carta envida a Arthur Neiva em 15/12/1935) 
Dizem que a mestiçagem liquefaz essa cristalização racial que é o caráter e dá uns produtos instáveis. Isso no moral – e no físico, que feiúra! Num desfile, à tarde, pela horrível Rua Marechal Floriano, da gente que volta para os subúrbios, que perpassam todas as degenerescências, todas as formas e má-formas humanas – todas, menos a normal. Os negros da África, caçados a tiro e trazidos à força para a escravidão, vingaram-se do português de maneira mais terrível – amulatando-o e liquefazendo-o, dando aquela coisa residual que vem dos subúrbios pela manhã e reflui para os subúrbios à tarde. (carta enviada a Godofredo Rangel, em 1944)

O vídeo abaixo resume todo esse impasse polêmico do racismo - na literatura e na vida de Monteiro Lobato - e também mostra diversas posições quanto à questão:
 

Segue um vídeo de um debate sobre a questão do racismo em Monteiro Lobato e nos livros didáticos feito pelo Programa Justiça e Democracia, da Associação de Juízes pela Democracia veiculado pela All TV entrevista Douglas Belchior, membro do Conselho Geral da UNE afro-Brasil, na véspera de 20 de Novembro de 2010, Dia Nacional da Consciência Negra:


          Após todas essas informações necessita-se - principalmente por sermos professores em formação - de que nos preparemos sempre se atualizando para melhor se posicionar e trabalhar assuntos polêmicos como o apresentado, porque a literatura, mesmo a infantil, não pode ter somente o papel de distrair ou fantasiar a realidade doa alunos.


REFERÊNCIAS
 
Revista Bravo!. Monteiro Lobato e o Racismo. São Paulo: Abril, v. 165, maio. 2011. 24 – 33p. 
 
Artigo: Monteiro Lobato e Tia Nastácia e a tradicional e poderosa e sempre renascente censura literária no Brasil. Disponível em: http://migre.me/5XgEo.


Grupo 6: Autores Consagrados da Literatura Infanto-Juvenil

sábado, 15 de outubro de 2011

A Bailarina - Cecilia Meireles

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
 
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
 
Não conhece nem mi nem fá
Mas inclina o corpo para cá e para lá.
 
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
 
Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
 
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
 
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
 
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.

  O poema A Bailarina de Cecilia Meireles descreve uma garotinha que deseja ser bailarina. O eu-lírico no decorrer das quatro primeiras estrofes traz seis notas musicais que a menina ainda não conhece, logo após ele coloca como contraponto as qualidades da menina enquanto bailarina, ou seja, apesar de ela não conhecer essas notas musicais, ela sabe ficar na ponta do pé e sabe inclinar o corpo para lá e para cá, ações essenciais para uma bailarina.
 
  Quanto à estrutura identifica-se que o poema evidencia a musicalidade, principalmente por suas rimas emparelhadas e o refrão na sexta estrofe,  mostrando o desejo da menina em ser bailarina. 
 
  O poema acaba com o eu-lírico dizendo que a menina, apesar de seus desejos, é como as outras crianças: deseja dormir quando esquece todas as danças.

Grupo 3: Poesia Infantil

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"Era uma vez, cartas em cena"

"Finalmente um livro onde Branca de Neve, Bela Adormecidda e Cinderela ganham voz e narram, com as próprias palavras, suas míseras vidinhas. Engana-se quem pensa encontrar neste relato donzelas sonhadoras. Branca de Neve acaba de ser expulsa de Weitenburg. Vive como serviçal numa choupana nos confins da Floresta Negra. Talia, hoje conhecida pelo mórbido apelido de Bela Adormecida, está prestes a completar dezesseis anos, espetar o dedo numa roca e cair em sono profundo. Annette, injustamente apelidada de Cinderela (""a suja de cinzas"") vive num estado de decadência atroz. Sai última esperança está num baile populista. Enclausurada, cada uma por um golpe do destino, elas mantém uma correspondência frenética e desesperada." 


  O trecho acima pertence ao livro "Caixinha de Madeira" da escritora Indígo, pseudônimo de Ana Cristina Ayer de Oliveira, uma escrita paulista de literatura infanto-juvenil. Juntamente com "O livro das cartas encantadas", as duas obras deram origem a  peça teatral "Era uma vez, cartas em cena" exibida no Espaço SESC, no Rio de Janeiro em julho deste ano.
 
  Com direção de Adriana Maia, as atrizes Carolina Piccolo, Dadá Maia, Gabriela Estevão e Stella Brajterman, se vestem de Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e Fada Gwenyhfar, fazem uma roda, trocam cartas e revivem os contos de fadas. As histórias perduram magicamente por gerações e gerações, de forma como se todos os eventos acontecessem nos dias atuais, levemente criticando o universo e o momento atual das mulheres.

Carolina Picolo, Stella Brajterman e Gabriela Estevão 
em "Era uma vez, cartas em cena"
  Segundo a autora, a peça fala sobre a amizade entre meninas, rivalidades, camaradagem e picuinhas. E ao trazer Branca de Neve, Bela Adormecida e Cinderela para os dias atuais, a peça reacende a memória destas personagens. No entanto, ela não as traz estereotipadas, revelando  ser este um dos grandes diferenciais tanto dos livros quanto da peça teatral.
 


Mais informações sobre a peça: http://migre.me/5VzQI
Adquira os livros: http://migre.me/5VzRx / http://migre.me/5VzTp


Grupo 4: Contos de Fadas na Atualidade